quarta-feira, junho 28, 2006

Destino

E ainda há quem não acredite no destino…
Quando um dia acharem que andam com uma nuvem negra atrás, quando acharem que o vosso Cupido é cego e não tem pontaria...lembrem-se da história de uma princesa triste, desiludida e sem esperança que deixou de procurar o príncipe por achar que não valia a pena.
Uma amiga dizia-lhe: "Ás vezes as coisas estão mesmo á nossa frente e nós não as vemos"...ela não acreditava.
Tinha sofrido, estava magoada e revoltada...nem sequer queria conhecer ninguém. Achava que estava bem sozinha e que se o príncipe dela existisse, havia de encontrá-la.

A Princesa é simpática, sorri por tudo e por nada. Embora não pareça, é envergonhada, insegura e muito emotiva. Chora quando está feliz e é forte quando está triste. Gosta de sair á noite e não passa sem os amigos. Fuma, bebe, faz dieta num dia e come gelados no outro. Adora os pais e orgulha-se deles e da educação que recebeu. Quer ser mãe não sabe como nem quando, tem medo... mas quer.
Apaixonou-se. Quando menos esperava. Precisamente na altura em que achava que já nada nem ninguém a ia fazer feliz.
Tal como a amiga a avisou, estava ali...há tanto tempo...e ela não via.

Viu o príncipe pela primeira vez numa sala de embarque do aeroporto de Heathrow. Reparou nele, nos olhos dele. Adormeceu no avião e ele observou-a.
Semanas mais tarde, numa festa em Lisboa ele reconheceu-a. Meteu conversa com ela, perguntou-lhe se não lhe doía ainda o pescoço de ter ido a dormir na viagem, ela achou piada.
Tornaram a encontrar-se em festas, descobriram que tinham amigos em comum. “Que coincidência!” Diziam sempre.
Não era.

Num festival, ela chega e encontra-o a trabalhar no bar. Ele repara nas pernas dela, bronzeadas. Tirou-lhe uma foto.
No fim do Verão, ele foi para longe …bem longe. Para o meio da neve.
Encontram-se na Internet, trocam e-mail’s e fotos. A Princesa estava cega, não percebeu.
Ele voltou, convidou-a para a festa de anos dele. Ela não foi.
Ele tornou a ir para o frio.

Não perderam o contacto…mesmo longe, a Internet faz destas coisas. Gostavam de falar um com o outro.
Ele veio passar o Natal a casa e viram-se no jantar de anos de um amigo, desta vez já sabiam que se iam ver, havia um abraço apertado prometido.
Ela estava inquieta quando chegou, procurava-o por todo o lado, não o via. Queria ver o amigo com quem tanto falava. Perguntou por ele.
Quando finalmente o viu, não houve abraço. Acho que nenhum dos dois teve coragem e isso deixou-a pensar. Passou o jantar todo a tentar não olhar para ele, mas era inevitável. Queria falar, queria ouvir, conhecê-lo melhor…não houve oportunidade.
E ele foi-se embora. Ela teve pena.

E assim, sem mais nem menos, sem explicação, começaram a “falar” todos os dias…durante dois meses. Apaixonaram-se mesmo a dois mil quilómetros de distância.
Ele voltou.
O encontro não podia ter sido melhor. Ela pensou que não ia ser capaz quando ouviu a campainha. Estava muito nervosa! Tinha acendido as velas, posto perfume, a mesa estava pronta e o jantar no forno.

Assim que o viu, abraçou-o com força. Beijaram-se.
O jantar foi maravilhoso, conversaram durante horas e fizeram amor como ela não fazia há anos.
A partir desse dia, são felizes. Não conseguem estar um sem o outro.
São um só. Querem estar juntos. Amam-se.
Assumem-no. Dizem-no sem medo. E nem precisavam de o dizer, está implícito na forma como se tocam, como fazem amor. É intenso, inexplicável. Ele é dela e ela é dele.

Se vai durar pouco, muito ou para sempre…ninguém sabe.
E sinceramente, ninguém quer saber. Não interessa.

6 comentários:

  1. " O Amor não é o tempo
    É O momento
    Em que me dou
    Em que te dás"
    Canção do Engate - António Variações


    Bons momentos aos principes!

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  2. O empadão de farinheira é que o conquistou loooooool

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  3. a sério esta é uma historia de amor daquelas dignas de uma comédia romântica.....

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  4. o empadão de alheira conquista qualquer pessoa, de facto!

    tão lindos os príncipes... afinal havia mais um para além daquele que dorme com a branca de neve e tu encontraste, quer dizer, ELE ENCONTROU-TE!!! que bom ver-te assim...

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  5. Afinal era alheira e eu a dizer farinheira....

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  6. Opá... quem me dera uma cena assim..
    Eu ainda estou na fase inicial... já não acredito em nada, acho mesmo que o meu principe, a caminho da minha casa, esbardalhou-se todo e morreu!!! ... ou assim!...

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